quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

eu ouvi o som das esferas
o universo gritando em expansão
sol queimando nosso corpo
deserto nossa alma
noites cinzas e gelidas
rua assustadoramente escura
no fundo do céu descansa a carcaça
lua que não vinga
estrelas absurdas de brilho opaco
nau perdida no mar sem fim
os fantamas que povoam esta terra
não dormem
estão sempre a espera
sem sonhos
sem luz
os vermes
rastejam alegremente
amem

sábado, 17 de janeiro de 2009

perto do som
nada
talvez ruído
barulho tudo música
se você olhar além
perceberá
quase fora o sentido
é devo confessar
muito do que sou é nada
eu prefiro o sonho
a música desafinada
do céu
porque harmonia e paz
permanecem longe de mim
então escute o som sem som